Jogo 5.697: Timão arranca empate no Morumbi

saopaulo 1 x 1 corinthians

Corinthians e São Paulo empataram por 1 x 1 na manhã deste domingo no Morumbi e tudo vai seguir com dantes ao término da rodada, com o Timão líder e o tricolor com seu flerte fatal com a zona de classificação para a Série B (já antecipando a neonomenclatura midiática quando o inevitável acontecer). Continue reading

Jogo 5.663: Timão abre vantagem sobre o São Paulo na semifinal do Paulista

saopaulo0 x 2 corinthians

O Timão esteve hoje no Salão Para Festas Corinthianas e saiu na frente do São Paulo na vigésima decisão em mata-mata entre os dois clubes. Continue reading

Jogo 5.657: Apitagem volta a dar as caras no Majestoso

saopaulo 1 x 1 corinthians

Corinthians e São Paulo pisaram hoje à tarde no gramado do Morumbi cada um sem vencer havia quatro jogos. E ali ampliaram a cinco partidas a sequência sem vitórias um do outro. Continue reading

Morumbi, o Salão Para Festas Corinthianas

morumbiPara nós, corinthianos, é relativamente fácil ressignificar a sigla SPFC inscrita naqueles símbolos em forma de pipa espalhados pelo estádio Cícero Pompeu de Toledo. Na maior parte do tempo, Salão Para Festas Corinthianas pareceu muito mais conveniente e adequado do que o careta São Paulo Futebol Clube.

Há dois motivos que se comunicam para esse rebatismo corinthianista do Morumbi.

O primeiro deles é a quantidade significativa de títulos conquistados pelo Timão no estádio tricolor. Alguns deles foram: Continue reading

Jogo 4.863: Majestoso refeito por causa de juiz ladrão termina empatado

 1 x 1

O Timão saiu no lucro no segundo jogo refeito por causa da interferência do juiz ladrão. Derrotado no jogo original, o Timão conseguiu empate por 1 x 1 contra o São Paulo na noite desta segunda-feira e encontra-se agora sete pontos à frente do vice-líder Goiás, que amanhã enfrentará o Internacional, terceiro colocado. Qualquer resultado ajuda o Corinthians, já que pelo menos um de seus concorrentes diretos na busca pelo título nacional deste ano perderá pontos.

A partida de hoje foi uma das mais acirradas dos últimos anos entre Corinthians e São Paulo. Além das provocações anteriores ao jogo, existia grande preocupação por causa de possíveis atos de violência. No fim das contas, mesmo desfalcados por causa de suspensões e contusões, os dois times jogaram um futebol franco e leal e proporcionaram aos torcedores um belo espetáculo.

Carlos Alberto abriu o placar em favor do Corinthians no fim do primeiro tempo. No início da etapa complementar, em mais um episódio da série “pênaltis que só marcam para o São Paulo”, o desengonçado Fabrício tropeçou e desequilibrou Cristian. O árbitro gaúcho Carlos Eugênio Simon entendeu o lance como pênalti. Amoroso bateu e converteu. Antes e depois de cada gol, as duas equipes desperdiçaram oportunidades diversas e qualquer placar teria sido possível neste jogo que merecia mais gols.

O saldo dos jogos refeitos por causa do juiz ladrão não poderia ter sido melhor para o Corinthians. Dos seis pontos perdidos nos jogos originais, o Timão recuperou quatro. Dos quatro gols marcados nos dois jogos, a média foi mantida e todos foram recuperados. Já a defesa melhorou sensivelmente e os sete gols sofridos nos clássicos contra Santos e São Paulo caíram para três. Somente Rosinei não recuperou os dois gols que marcou nos dois jogos anteriores, mas isso não afeta a boa fase da jovem revelação corinthiana.

Com o empate de hoje, o Corinthians soma agora 12 jogos de invencibilidade no Campeonato Brasileiro. Somados os jogos da Copa Sul-Americana, o Timão está invicto há 16 partidas. O alvinegro não conseguiu, infelizmente, quebrar o tabu de não vencer o São Paulo desde a decisão do Campeonato Paulista de 2003, mas isso é o de menos. Tabus existem para serem quebrados e apimentar os duelos.


Clique aqui para ler o texto referente ao jogo anulado


Jogo 4.451: Corinthians e Real Madrid empatam em jogo eletrizante

realmadrid2 x 2     corinthians

Corinthians e Real Madrid protagonizaram um eletrizante empate por 2 x 2 no início da noite de 7 de janeiro de 2000, uma sexta-feira, no Morumbi.

Antes do duelo, sabe-se lá por que cargas d’água, um dirigente do Real resolveu brincar de Roberto de Andrade ou Fernando Carvalho e se pôs a falar bobagem. Numa conversa com a imprensa, resolveu menosprezar o talento de Edílson. Continue reading

Jogo 2.862: 22 anos, 8 meses e 7 dias depois, Corinthians volta a ser campeão

ponte 0 x 1 corinthians

Pelos adversários, o jejum corinthiano no Campeonato Paulista era contado em anos: quase 23, numa matemática de aproximação. Pela Fiel, a matemática era perfeita. Amanheceu a quinta-feira, 13 de outubro de 1977, com a conta em 22 anos, 8 meses e 7 dias. Todo aquele jejum e a torcida só crescia.

Em 1974, com Rivellino, o Reizinho injustiçado, o Corinthians passou perto. E em 1976 por pouco não faturou o Campeonato Brasileiro empurrado pela Fiel.

Alguns talvez soubessem dizer as horas, os minutos e os segundos desde a tarde de 6 de fevereiro de 1955, quando o Timão, comandado por Oswaldo Brandão, empatou com o Palmeiras para erguer a Taça do IV Centenário, referente ao Campeonato Paulista de 1954.

A conta era bastante simples. Quem vencesse naquela noite seria o campeão paulista de 1977. Um eventual empate levaria o jogo para a prorrogação. Se o empate persistisse na prorrogação, o Corinthians seria campeão por ter melhor campanha.

Mas havia outro problema. Um detalhe pouco lembrado é que Corinthians e Ponte Preta enfrentaram-se a valer em 1977. Até a decisão da noite daquela quinta-feira, a Ponte havia vencido quatro dos cinco confrontos disputado no ano, um deles por 4 x 0.

Mas Oswaldo Brandão estava de volta ao Parque São Jorge. E parecia contar com algum misterioso apoio extracampo para vencer o tabu e o jejum.

“Nós vamos ganhar de 1 x 0, e você, Neguinho, você vai fazer o gol hoje”, assegurou o técnico ao grupo na preleção, apontando para Basílio.

Será?

O Corinthians começa avassalador, mas o gol não vem. A Ponte Preta do segundo tempo perfeito do jogo anterior parecia ter-se desmaterializado. Rui Rei tem um xilique com Dulcídio e é expulso aos 15 minutos de jogo. Mas nada de o Corinthians abrir o placar. Oscar e Polozzi beiravam a perfeição. Quando a bola passava deles, Carlos pegava tudo. E quando ele não pegava, a bola explodia na trave.

Vem o segundo tempo e o sofrimento se arrasta. Milhões de corinthianos fazem contas. Quantos minutos faltam? Falta pela direita. Trinta e seis minutos da etapa complementar. Essa fila não vai acabar? Podia ser agora, né?

Zé Maria na bola. O Super Zé levanta no meio área. Basílio cabeceia em direção ao segundo pau. A bola atravessa a área à meia altura. Carlos acompanha. A defesa também. Mas Vaguinho se antecipa e alcança de esquerda. A bola explode no travessão. Vem Vladimir, de cabeça, de frente pro gol. É agora? Podia ser do Vlad. Mas a bola explode na cabeça de Oscar e sobra para o meio da área. Caprichosa, ela procura o pé direito de Basílio, o pé de anjo, e aos 36m e 45s estufa as redes do Morumbi.

Basílio corre sozinho rumo à bandeira de escanteio, o braço erguido, o punho cerrado, a pose de conquistador depois de marcar um dos gols mais chorados – e celebrados – da história do futebol. A massa em delírio. O estádio quase vem abaixo. Agora não tem volta. Não tem Ponte. Não tem nada nem ninguém. Apenas o tempo, que não passa, entre o gol e o apito final de Dulcídio Vanderlei Boschilla, em unusuais 49 minutos e 40 segundos da etapa complementar.

O gol de Basílio iniciou uma festa que tarda em terminar.

Veja o gol ouvindo a narração inesquecível de Osmar Santos.


FICHA TÉCNICA
PONTE PRETA 0 X 1 CORINTHIANS

Data: 13/10/1977
Local: Morumbi;
Juiz: Dulcidio Vanderlei Boschilia;
Renda: Cr$ 3 325 470.00;
Público: 86.677;
Gol: Basílio, aos 36 do 2° tempo.
Cartões amarelos: Ângelo e Basílio;
Cartão vermelho: Rui Rei, Oscar e Geraldão;
Ponte Preta: Carlos; Jair, Oscar, Polozzi e Ângelo; Vanderlei, Marco Aurélio, Dicá e Lucio; Rui Rei e Tuta (Parraga).

Corinthians: Tobias; Zé Maria, Moisés, Ademir e Vladimir; Ruço, Luciano e Basílio; Vaguinho, Geraldão e Romeu.


| Artilheiro do jogo: Basílio |
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*Publicado em 9 de outubro de 1977 como parte do especial sobre a quebra do jejum