E Tite voltou

titeEra véspera do segundo aniversário do bicampeonato mundial do Corinthians quando o clube anunciou o retorno de Tite ao comando técnico alvinegro.

O fato tem sua óbvia simbologia, mas expõe os desmandos cometidos durante a presidência de Mario Gobbi, que aproxima-se do fim sem deixar a menor saudade.

Alçado à presidência do clube com o apoio de Andrés Sánchez, Gobbi e seu antecessor tornaram-se desafetos no meio do caminho.

No decorrer dessa disputa de poder nos bastidores, ao invés de colocar o Corinthians à frente de seus problemas pessoais, Gobbi fez justamente o contrário e começou a agir de forma a apagar os vestígios de Sánchez no clube.

O mais grave de todos os atentados perpetrados por Gobbi nesse sentido foi a demissão de Tite, no fim do ano passado. Segundo pessoas dentro do clube, ele teria considerado que a imagem de Tite estaria demasiadamente vinculada à de Andrés.

Como é muito comum nas disputas políticas, especialmente entre os menos habilidosos, Gobbi concentrou-se no detalhe e esqueceu-se do todo. Transformou 2014 em um ano perdido, repleto de vexames. Talvez só não tenha implodido o estádio porque ficaria explícito demais.

Alguns alegam que Tite é tão retranqueiro quanto Mano Menezes. Tite, de fato, não é um treinador ousado, mas o Corinthians jogava de maneira inteligentíssima sob seu comando. Também há diferenças marcantes de caráter, de atitude e de capacidade entre eles. Os títulos conquistados por um e outro nas suas passagens pelo Timão falam por si só.

Dois anos atrás, Tite conduzia o Corinthians a seu bicampeonato mundial da Fifa jogando como time grande, e não apenas se defendendo, como aconteceu com outros clubes brasileiros e sul-americanos que disputaram o título no decorrer da última década.

Agora a titebilidade voltou ao Corinthians. A nós resta esperar que o retorno seja marcado não pela manutenção da empatite que marcou o último ano e meio, mas por novas e grandiosas conquistas.

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